Inventário Analítico
Os trabalhos com o acervo tiveram início em julho de 2024. Antes mesmo do manuseio sistemático dos documentos, promoveu-se um evento público de caráter acadêmico, extensionista e patrimonial, destinado a marcar a abertura oficial do projeto e a apresentar seus objetivos, métodos e relevância histórica. O encontro reuniu membros do Instituto Histórico e Geográfico de Itapemirim e Marataízes (IHGIM) e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES), configurando-se como um espaço de diálogo entre pesquisadores, instituições de memória e a comunidade local. Nessa ocasião, discutiu-se a importância do Porto da Barra de Itapemirim para a história capixaba, bem como a necessidade de preservação, valorização e difusão de seu patrimônio documental e histórico.
Dando continuidade às atividades iniciadas com a abertura pública do projeto, em janeiro de 2025 reuniu-se a equipe de pesquisa com o objetivo de ajustar procedimentos, distribuir tarefas e alinhar as etapas subsequentes do trabalho. Desde a fase de elaboração do projeto, a comunicação entre os membros ocorrera majoritariamente por meio de mensagens, em razão de parte da equipe residir na Região Metropolitana da Grande Vitória. O encontro presencial realizou-se na residência de Ivilisi Soares, proprietária e guardiã do acervo, possibilitando o primeiro contato coletivo e sistemático com a documentação.
Na mesma ocasião, foi realizada uma visita ao Porto da Barra de Itapemirim, etapa de grande relevância metodológica, pois permitiu aos pesquisadores articular o conteúdo documental aos espaços físicos e às materialidades históricas descritas nas fontes. A observação direta dos vestígios patrimoniais favoreceu um processo de sensibilização e de refinamento interpretativo, ao tornar visíveis as relações entre território, práticas econômicas e memória histórica. Essa imersão no campo contribuiu decisivamente para orientar as escolhas metodológicas adotadas na fase seguinte, dedicada ao trabalho técnico de inventário, classificação e digitalização do acervo, agora conduzido à luz de uma compreensão mais concreta e contextualizada do objeto de pesquisa.
Concluída a etapa de digitalização e organização preliminar dos documentos, deu-se início à estruturação do acervo digital com vistas à realização do arranjo arquivístico. Todos os documentos foram devidamente numerados, organizados em pastas digitais e depositados em um repositório virtual (drive) com acesso compartilhado entre os membros da equipe. Considerando a inexistência de uma ordenação original no conjunto documental, não foi possível, em um primeiro momento, constituir dossiês temáticos ou funcionais.
A composição do acervo na forma de Inventário Analítico encontra-se disponível nesta página.

